Governo do Distrito Federal
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15/12/21 às 14h19 - Atualizado em 15/12/21 às 15h19

GDF encerra 2021 com mais de 600km de ciclovias construídas

Com incentivos à mobilidade ativa, capital tem a segunda maior malha cicloviária do país

 

Andar de bicicleta pela capital do país está cada vez mais fácil. O Governo do Distrito Federal (GDF) tem investido em ações para facilitar o acesso a esse modo de deslocamento ativo, como a construção de ciclovias e a disponibilização do serviço de bicicletas compartilhadas. A cidade já conta 616 km de ciclovias construídas, ficando atrás apenas de São Paulo no ranking nacional.

 

As regiões administrativas do Plano Piloto, Lago Sul e Norte, Park Way e Ceilândia são as que possuem mais pistas disponíveis para ciclistas. O secretário de transporte e mobilidade do DF, Valter Casimiro, explica que as ciclovias estão presentes em 28 das 33 regiões da cidade e que a intenção é aumentar essa quantidade. “ O planejamento da Secretaria prevê a construção de mais 130 km de ciclovias para os próximos dois anos. Queremos explorar o potencial dessa cidade plana e arborizada e oferecer cada vez mais opções para a população se deslocar de bicicleta”, completa.

 

Além da ampliação de infraestrutura cicloviária, outros movimentos de incentivo ao uso de bicicletas estão em andamento como a melhoria nas conexões entre as ciclovias, a instalação de bicicletários nos terminais de ônibus e estações de metrô e a instalação de paraciclos em estações do metrô, do BRT e em diversos pontos do DF, bem como a disponibilização do sistema de bikes compartilhadas.

 

O coordenador de infraestrutura de mobilidade ativa da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), Bruno Terra, destaca que o governo está trabalhando  no incentivo à mobilidade ativa com o planejamento de vários projetos de melhorias da malha cicloviária “Estamos com vários projetos. Os deslocamentos de bicicletas ajudam a melhorar o trânsito, beneficiam o meio ambiente e tornam as cidades mais acessíveis e humanas, por isso queremos incentivar o modal e ampliar o número de ciclistas no DF”, enfatiza.

 

Bicicletas compartilhadas

Uma das melhorias implantadas foi a volta do Sistema de Mobilidade Ativa Compartilhada que começou a funcionar em Brasília em outubro deste ano, após a empresa Tembici firmar contrato com o Governo do Distrito Federal.

 

Atualmente, os usuários contam com 201 bicicletas espalhadas em 28 estações na área central de Brasília. Outras duas serão entregues à população ainda este ano. Para viabilizar o serviço, a empresa vencedora da licitação investiu R$ 10 milhões.

 

Novos projetos

Com o objetivo de expandir a quantidade de ciclovias no DF, a Semob desenvolveu o Plano de Mobilidade Ativa do DF que visa orientar e coordenar as ações do governo voltadas para a Ciclomobilidade.

 

A pasta está com projeto pronto e prestes a lançar edital para construção de 11,5 km de ciclovias em Samambaia e prepara outro certame licitatório para diversas regiões do DF, que alcançará 130km de novas pistas.

 

Já em andamento, estão a construção de pistas para bicicletas em Arniqueira, no Itapoã e no Paranoá. Também estão em execução o projeto de 9,3 km de ciclovias no trecho entre o Gama e a DF-003 (Epia); de 6,1 km entre o Eixo Monumental e a DF-085 (EPTG); de 14,8 km ao longo da Rodovia DF-140; de 4 km na Rodovia DF-001 (EPCT) e de 3 km na Rodovia Vicinal VC-361 (Gama).

 

O Setor de Indústrias de Ceilândia também receberá em breve pistas para ciclistas. Outras pistas para ciclistas foram finalizadas este ano no Paranoá e no Complexo Viário Governador Roriz, na Saída Norte da cidade.

 

Manutenção de Ciclovias

Em paralelo ao aumento da malha cicloviária, um sistema para registro de demandas relacionadas à manutenção de ciclovias está em andamento. A intenção é sistematizar as informações para o planejamento e execução de um programa de manutenção.

 

De acordo com o coordenador Bruno Terra, o sistema vai receber e cadastrar relatos de vistorias feitas por técnicos do governo como problemas de rachaduras, buracos, falta de iluminação e sinalização e podas de árvores. “A equipe da Semob já está fazendo um levantamento pela cidade, mapeando esses pontos e cadastrando no sistema georeferenciado, em modo de teste. Posteriormente, os dados serão disponibilizados ao cidadão para que possam ter acesso ao sistema e registrar os problemas encontrados”, explica.